terça-feira, 16 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
reencontro
na previsibilidade das horas que escorrem, do desencontro das chamadas, oiço-te finalmente. e, porque connosco as coisas construiram-se sempre com impulsos e vontades, sentámo-nos à mesa para jantar e preencher com palavras os anos de ausência. risos, palavras evocadas e repetidas como se assim pudéssemos recuperar os momentos, construir os cenários... emoções à flor da pele. lágrimas, porque a vida transforma-se mas o coração continua a sentir e isso sabe tão bem. às vezes é só necessário que, do balão, se liberte um bocadinho do ar em excesso, mesmo que o mote seja uma manobra virtual.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
A morte é a curva da estrada
A morte é a curva da estrada,
Morrer é só não ser visto.
Se escuto, eu te oiço a passada
Existir como eu existo.
A terra é feita de céu.
A mentira não tem ninho.
Nunca ninguém se perdeu.
Tudo é verdade e caminho.
(F. Pessoa)
Morrer é só não ser visto.
Se escuto, eu te oiço a passada
Existir como eu existo.
A terra é feita de céu.
A mentira não tem ninho.
Nunca ninguém se perdeu.
Tudo é verdade e caminho.
(F. Pessoa)
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
...
não consigo escrever. quero. inicio. apago. porque nenhuma letra consegue trazer à luz do dia o que quer que seja, ainda que se faça acompanhar por outras tantas em busca de um sentido. talvez seja isso. a falta de sentido para esta sensação que vieste trazer: afinal tudo é solução. há sempre uma saída. e esta constatação dói, porque talvez seja preferível viver nos círculos das lamentações, pois que a isto nos habituámos desde sempre, ao invés de assumir um caminho que se quer, independentemente de tudo o resto.
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e dizes da escrita que podia ser, porque há matéria-prima, mas a tempestade contida não permite uma única gota, quanto mais a fértil produção de palavras. há terra suficiente para plantar, mas é uma terra privada. propriedade das memórias que ali se encenaram.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
sábado, 9 de janeiro de 2010
queria...
eu queria aqui deixar palavras e votos bonitos para o novo ano. eu queria (ou, se calhar, não) ter feito o balanço do ano que larguei para trás (mas os balanços recordam-me contas e as contas recordam-me .... enfim...). na verdade, o que queria era ter vontade de escrever mais. de aqui colocar como foram ternas as horas passadas com as fadas dos sorrisos doces, mesmo quando a noite ia avançada e o seu sono tardava em chegar (ao contrário do meu). eu queria era dar forma verbal a estes laços que me prendem àqueles olhos, ao seu riso, e conseguir a façanha de os tornar palavra. eu queria saciar-lhes a vontade dos beijos de despedida e da necessidade da pele. eu quero aqui continuar. aguardar o próximo regresso para, soltas, nos perdermos no riso, alheias às horas e ao sentido das coisas.
domingo, 27 de dezembro de 2009
tontices
Mãozinhas!!!

Seis mãos encontraram-se esta noite. Duas grandes. Quatro mais pequenas.
As pequenas vieram dormir com as grandes. Primeiro foram jantar com mais mãos amigas.
Mãos com sorrisos grandes. Mãos que se dão em nome da amizade.
Mãos que brincaram. Mãos que desenharam. Mãos que gostaram de jogar. Mãos de pessoas doentes (hehehe...) e nervosas.
As seis mãos voltaram para casa. Encontraram-se no teclado e começaram a conversar.
Um par de mãos pequenas tecla as horas desta noite. Outro joga com a sua nintendo, enquanto fala sozinho. O terceiro par, o das mãos grandes, faz torradas e barra-as de manteiga. As mãos pegam nas torradas já prontas. Levam-nas à boca que as saboreia lentamente, só para tardarem em ir para a cama!
Mas nós não temos sono e queremos mais torradas!
E lá foram as mãos grandes fazer mais torradinhas! (as que as mãos grandes disseram que eram as últimas, por hoje...)
As mãos pararam de teclar e o ar encheu-se do som das torradas trituradas na boca.
Rápido! Caminha!
E lá foram as mãos, cabisbaixas, lacar os dentes.
Lacar?! Lavar!
Ok! Enganei-me! Estou a escrever só com uma mão, na outra tenho a torrada!!! Ok?!
Ok!
Cama!
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
porque te trago dentro

Com cuidado, venho dar-te um beijo. De olhos fechados, sinto os meus lábios no teu rosto. A pele marcada pela idade que a Vida considerou bastar, sem nos pedir opinião. O teu sorriso a entrar-me nos olhos. O coração a aquecer. As saudades a encherem-se de sal. Desculpa, mas sabes melhor do que eu como é inevitável. Tu que atravessaste oceanos, ultrapassaste tempestades, choraste perdas e percorreste os caminhos necessários, em busca de um lugar onde pudéssemos estar bem, juntos. Sabes do que falo. Fecho os olhos. Não quero lembrar-me do que fez doer. Só quero sentir os meus lábios no teu rosto e o teu braço sobre os meus ombros. É por isso que me aproximo. Porque o teu calor continuará a aquecer-me o peito. Porque, diante de ti, continuarei a ser pequena (a tua). Porque a tua presença permanecerá em mim. Porque o tempo não tem capacidade para a silenciar. Porque acontece sempre isto com as pessoas grandes. Os meus lábios no teu rosto. O teu sorriso a encher-me. Eu, cativa por um segundo, num abraço da eternidade.
Madrugada

Passava pouco da 1.30 da madrugada. É 5ª feira. Dia útil, portanto. Nada de álcool. Sentadinha, na cozinha, a trabalhar ao computador, oiço e vejo (!) o frigorífico a estremecer. Primeiro pensamento: "Raio da gata que já lá está em cima!". Sai daí, M! Oiço-a miar e dou conta que está junto aos meus pés. Levanto-me, porque só podia ser o J., entalado atrás do dito electrodoméstico, sem conseguir sair. Achei que me tinha levantado demasiado depressa, porque me desequilibrei e a idade não perdoa (essa p.......!!!). Afastei rapidamente o frigorífico e vi que o J., afinal, estava encostado à amiga. Miavam. Felizmente, "consegui acalmar" o frigorífico. Os tremores passaram e ainda me ocorreu que tivesse sido um sismo, mas rapidamente achei que o melhor é deixar-me de excessos.... Hoje o mano diz-me que houve realmente um sismo e pergunta-me se o senti. Confesso que fiquei aliviada. Afinal não foi da idade. As pernas ainda não estão trémulas. Reúno alguma agilidade.
(há pouco, na sala, reparei que havia molduras e cacarecos caídos.... Nenhum dos últimos se partiu, infelizmente). A primeira prenda deste Natal também se manteve firme!
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
estar

Sábado foi dia de estar com gente querida. Foi dia de passar a tarde na Praça, alheia ao frio que, ainda assim, não foi suficiente para arrefecer a alegria de vos ver. Sábado foi dia de encontrar rostos sem hora marcada. E, depois, a noite. O propósito de percorrer a serra e festejar a vida que se quer a multiplicar. A tua. (não vamos comentar a idade...) Deixar o coração derreter enquanto observo as gracinhas do dono do Sorriso Bonito. Rir, conversar, deixar que nos sacudam os ossos... (O álcool explica muita coisa...) Fazer parte dum grupo de gente graúda concentrada na "Aventura dos Vegetais"... Comentar a interpretação dos vegetais. Apreciar o entusiasmo que o enredo provocou.
Respirar o frio de uma serra que para mim é quente. Partir... para vos voltar a ver na tarde desse dia e perceber que, desde cedo, se nota que há pessoas que apreciam ter motorista, por mais tenra que seja a idade.
E, depois, ficar assim, com vontade de vos encontrar outra vez a todos, enquanto caminho para sul. Aqui ou aí. Não importa.
sábado, 12 de dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
diz que é do brilho
o sono tardava e enquanto preenchia os minutos lá a vi "disponível". conversa aqui, conversa acolá, (primeiro as lamentações) e lá vem ela, outra vez, falar dos animaizinhos que são isto e aquilo. depois deu-lhe para a geomorfologia: as placas tectónicas, os abalos sísmicos e por aí fora. há pessoas assim. à noite dão asas à imaginação e é vê-las divagar na esfera da ciência.
Do what?
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
time to sleep
daaaah!
da ansiedade

é oficial: dá-me para escrever quando mergulho nas espirais de ansiedade. podia roer as unhas ou beber, mas basta de vícios (nem gosto de álcool). fico pela escrita, enquanto o sono tarda em chegar e a cabeça se empenha em desenhar os inúmeros se's... bem sei que seria mais útil - a vários níveis, diga-se de passagem - ir para o ginásio e gastar lá as energias. não seria preciso nenhuma modalidade muito agressiva. bastava uma cena qualquer de relaxamento, ao estilo do bodycombat... um murro aqui, outro ali. coisas leves. nada disso. prefiro andar aos círculos com uns mini soft cake fresquinhos (mais um vício...), enquanto treino a voz doce Fiquei preocupada. Triste. e mais blá, blá, blá, whiskas saquetas... Fuck it!
(acho melhor ir dormir ou ainda destruo alguma coisa por aqui...)
Se este discurso não resultar, resta-me pontapear alguém... há sempre uma saída!
sábado, 14 de novembro de 2009
nice to be with you

A noite e o rio mais bonitos. [e ele é sempre tão bonito]. a ponte mais curta [porque as vozes no caminho tornam a distância mais pequena.] a vontade de chegar. a casa, a sala, a varanda. vocês. de modo que é assim...esta noite soube-me bem. muito bem. [sabe-me sempre bem.] estar convosco. sem nada em especial. apenas o riso. a conversa. mais riso. um copo. e vocês. porque há momentos assim.
domingo, 1 de novembro de 2009
desejo
Foge-lhe a vontade. escapa-se-lhe, entre os dedos, o domínio dos sentidos. A pele acende-se. Das nuvens sopram os primeiros dias da estação mais húmida que fria.
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