quarta-feira, 6 de abril de 2011

c@§!!*@!

Quase a quinar. Quase.

quarta-feira, 30 de março de 2011

...

cansada... muito.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

70, ontem


Não escrevi. Não verti uma lágrima. Não parei. Mas o teu rosto surgia-me a todo o momento. Sem uma única ruga. E é pena. Ainda assim, sorri-te.

medo a sério...


... apesar do esforço em não pensar no pior.

e é isto


Hoje, com os meninos pequeninos, uma miúda levantou o dedo e disse-me que a mãe era minha amiga. Eu perguntei quem era a ilustre mamã e, depois de uma rápida busca aos ficheiros mentais, vendo-me em dificuldades, a pequenina lá acrescentou que "era quando vocês eram crianças!". O nome e esta pista... E fez-se luz!!! E então lembrei-me desse tempo de adolescência (quais crianças quais quê, pois se até gostávamos do mesmo gajo idiota!). Lembrei-me que éramos um grupo enorme e surgiram-me na memória os rostos de cada um. A maior parte já não vejo há anos, é verdade. As razões são diversas. Os percursos foram diferentes. Não existem mágoas nenhumas. E, no meio disto tudo, inundou-me a doce sensação de que alguns, como tu, permanecem. E isso é tão bom.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

peças


a vida tem-nos posto muito perto nos últimos tempos. ora um ora outro, vou-me encontrando com peças de um puzzle que nos é comum. sabemos imenso e queremos saber o que nos falta. entre palavras e emoções, misturam-se abraços apertados, na esperança que se estreitem as distâncias e a vida nos dê mais tempo. entre conversas, afloram-se emoções. (só nos deixamos ir quando a dor nos rasga de forma irremediável. foi assim sempre. e ainda que se renovem os rostos, imagino que assim continue a ser.) procuramo-nos nos encontros. mesmo no mundo virtual. buscamo-nos até nas ausências. nessas horas não questionamos o sentido. sabemos como desconhecemos tanta coisa, mas basta-nos saber que continuamos em viagem. trazemos na bagagem uma história feliz e triste, certos de que, um dia, as últimas peças serão encaixadas.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

às vezes Ela dizia que...


e eu quero acreditar que sim.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

com um beijo


e pronto. hoje voltei a experimentar que custa muito mais ficar do que partir. estou contente por ti. claro que estou. a questão é que estás grande. enorme. e o mundo está à tua espera. (e eu ainda te vejo pequeno...)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

E a vontade...

que este brilho permaneça!

domingo, 12 de setembro de 2010

momentos perfeitos


e podíamos desfiar um texto infinito a propósito das horas inventadas a três. o Acordo levou letras e não trouxe novas palavras. o léxico é insuficiente.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

o céu tão azul com uma nuvem

estão quase a terminar e foram boas, muito boas estas férias! primeiro o sorriso azul do novo tesouro. os gritos de alegria e a gargalhada doce. depois quinze dias inteirinhos a desligar do mundo real e a mergulhar em mais mimos e sorrisos. quinze dias a deixar-me levar por quem já sabe pronunciar palavras só com consoantes. quinze dias a deitar-me às tantas por causa de um jogo que as fazia rir até às lágrimas. e eu adoro esse riso. quinze dias a iniciar o vício Nutella que está já a ser devidamente combatido. quinze dias a questionar-me como aguentam andar seis e sete horas... e depois o regresso, o mar, o sol, as bochechas coradas. tem sido muito bom. mesmo que sinta o coração amarfanhado com uma sms acabadinha de chegar: Tenho muitas saudades tuas!

(e ainda faltam dois dias para o regresso... bolas.)

sábado, 31 de julho de 2010

1954-2010



partiu. e eu lamento esta partida. pelo riso que provocou ao longo da sua vida, mas sobretudo pela nudez da sua luta contra esta doença e a coragem com que a enfrentou.




segunda-feira, 26 de julho de 2010

combater a neura

Algumas horas depois, duas idas ao hospital, algumas trocas de email e uma considerável camada de nervos e e o resultado foi este:

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Excelente

A notícia surgiu por email, por volta das nove da manhã, embora só a tenha lido perto das dez. Com ela, um anexo trazia um resultado há muito esperado. Abro o ficheiro e, face à leitura, a primeira impressão é de fracasso. Persegue-me esta sensação que, agora, sei absurda. Continuo a ler, num contínuo atropelo às palavras, e eis que os olhos param diante do esperado. Valeu a pena o esforço, valeu a pena a entrega e é altura de deitar para trás tudo o que contribuiu para as dúvidas que me impedem de acreditar(-me). Espero lembrar-me sempre destas avaliações, mais genuínas que outras que por aí andam, inspiradas em modelos criados em qualquer wc ministerial. Espero lembrar-me dos comentários que me voltaram a repetir o que um ilustre já o dissera lá atrás. Sempre.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

I.

fizeram-me tão bem as tuas palavras. não deves fazer ideia, eu sei, pois não tive tempo de o dizer. ainda assim, devolveste-me uma confiança perdida algures. sopraste-me a sensação dos tempos de escola com ditados sem erros e trabalhos com parabéns, assinalados no canto superior direito. bem sei que não foram apenas as palavras que serenamente me dirigiste. reconheço que terem saído da tua boca pesou bastante, e era isso que te queria ter dito quando nos interromperam.

sem som

Podia escrever inúmeras coisas. palavras em espiral permanente, umas soltas, outras acompanhadas. nem sempre com sentido. sílabas avulso, simples registos. de cheiros. de músicas. de vozes presentes, umas novas, outras de dias escritos há muito. de vozes quase ausentes, porque o coração continua a escutar-vos. podia escrever sobre os dias construídos numa casa com imensa luz, com um quarto pensado para ti e que nunca o chegou a ser. podia escrever sobre a tua ausência e sobre a tua também e ainda sobre o tamanho que isso continua a ocupar. podia teclar nos caracteres que definem a tua não-presença, que não chega a ser ausência pois que nunca aqui chegaste. ainda assim, fazes-me falta, como se tivesses chegado e depois partido. mas isso é por causa dos rostos que se disfarçaram de ti, me baralharam e me fizeram acreditar, para depois desacreditar e voltar a acreditar mais tarde. podia ainda tecer uma página qualquer sobre a amizade e repetir tudo o que já disse. pequenos tratados impressos pelo coração. peças de um puzzle que nos constrói. podia escrever sobre os momentos saboreados ao sol. sobre o riso e a gargalhada. sobre a mesa. sobre a pele. sobre o teu cheiro. mas não consigo. não me apetece. enrolam-se as palavras no estômago em conflito sem dor com vírgulas e pontos. e fico quieta até que parem e voltem a sair de forma ordenada.

domingo, 27 de junho de 2010

intimidades

A tese das almas gémeas é uma fraude, mas é verdade que há uma pequena percentagem de corpos incompatíveis, uma alta percentagem de corpos compatíveis e uma minoria de corpos feitos um para o outro. Quando se tem a sorte de encontrar esse corpo que se funde no nosso como o mar com o horizonte num dia de Verão, isso é a felicidade.

("Os Íntimos", I. Pedrosa)

sábado, 26 de junho de 2010

"Mái" nada

A miúda sai para trabalhar. Janta com colegas e alunos, apesar das náuseas. Regressa a casa, combalida. Volta a sair ao encontro DO grupo de risco e para quê??? Para, num ambiente de fraternidade, - já conhecido -, ouvir cantar: Ninguém te ama...como eu. (tenho para mim que a última parte foi só para suavizar).

É o que temos.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

F. Pessoa

Nunca a alheia vontade, inda que ingrata,
Cumpras por própria. Manda no que fazes,
Nem de ti mesmo servo.
Ninguém te dá quem és. Nada te mude.
Teu íntimo destino involuntário
Cumpre alto. Sê teu filho.

Uma voz na Pedra

Não sei se respondo ou se pergunto.
Sou uma voz que nasceu na penumbra do
vazio.
Estou um pouco ébria e estou crescendo
numa pedra.
Não tenho a sabedoria do mel ou a do
vinho.
De súbito ergo-me como uma torre de
sombra fulgurante.
A minha ebriedade é a da sede e a da
chama.
Com esta pequena centelha quero
incendiar o silêncio.
O que eu amo não sei. Amo em total
abandono.
Sinto a minha boca dentro das árvores e
de uma oculta nascente.
Indecisa e ardente, algo ainda não é flor em mim.
Não estou perdida, estou entre o vento e o
olvido.
Quero conhecer a minha nudez e ser o azul
da presença.
Não sou a destruição cega nem a
esperança impossível.
Sou alguém que espera ser aberto por uma
palavra.

(António Ramos Rosa)