quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Bem-vindo!

Provocado por uma sms impaciente, oiço-te, finalmente, dizer Já está cá!. Uma onda de alegria percorre-me a pele, porque a continuidade da Vida sempre me fascinou e não consigo, nem tento, impedir que me comova, sobretudo quando ela é nossa. A tua voz permitiu adivinhar-te um sorriso meio palerma no rosto, enquanto repetias sucessivamente É fofinho! É tão fofinho! Mesmo fofinho!. Fizeste-me rir, apesar do sono inquieto - disseste-me duas horas, não seis!-, e de ser tão cedo. (Tão pequenino e já faz proezas!) Lá contaste pormenores de quem partilhou o momento e, num gesto aparentemente simples, entregou-o à Vida! Imagino-te a regressar a casa, de rosto luminoso, a reconhecer nas cores, daquele dia 20, tonalidades diferentes.
Parabéns aos papás babados! Bem-vindo, J.!
um xi. daqueles.

sábado, 10 de outubro de 2009

Atchiiiim!!!!!!!!


A propósito deste fenómeno e da reacção produzida, Mário Ramires, do Sol, presenteia-nos com o seguinte texto, que vale a pena ler:

"Como se já não bastassem as campanhas eleitorais em marcha – para as legislativas de dia 27 e para as autárquicas de Outubro –, há uma outra gigantesca campanha em curso, envolvendo custos, material de propaganda e recursos humanos tão desproporcionados e excessivos quanto os das outras duas: a da prevenção contra a gripe A.
Com uma agravante: a campanha começou oficialmente faz meses, ganhou novos contornos com a reabertura das escolas e promete prolongar-se pelo Outono e pelo Inverno... até ver.
A coisa nem começou mal – bem pelo contrário –, com as entidades competentes a travarem alarmismos histéricos, a garantirem informação e acompanhamento permanente e a accionarem planos de resposta à medida da pandemia anunciada.
Mas daí ao exagero foi um espirro.

O ano lectivo começou esta semana, com os costumeiros problemas e mais um: esse, o da campanha contra a gripe A, eleito matéria extracurricular de frequência obrigatória e prioridade máxima. Ai do menino, mesmo do primeiro ano, que desde o primeiro dia de aulas não saiba o bê-á-bá da gripe. O resto tem tempo.
As escolas mobilizaram-se para distribuir panfletos aos estudantes e pais, trataram de arranjar salas de isolamento para os casos suspeitos mesmo quando nem para as aulas há instalações de jeito, esgotaram o stock de gel desinfectante, perderam horas de trabalho em reuniões de professores e funcionários para pôr em prática os planos de contingência.
E as normas procedimentais aí estão, feitas à medida das possibilidades e do zelo de cada um. E, por isso, variam de escola para escola.
Nalgumas, os pobres miúdos são obrigados a lavar as mãos a cada espirro ou tossidela. Noutras, os desgraçados professores são obrigados a manter em cima da sua secretária um boião de gel que cada aluno é obrigado a utilizar imediatamente a seguir à entrada na sala de aula e antes de sair para o recreio – em turmas de quase 30 alunos não é difícil de imaginar o cenário – e ainda sempre que alguém vai ao quadro e pega no apagador, no giz ou no apontador que outrem usará a seguir. E por aí fora.
Ainda está para se saber como será num jogo de voleibol, basquetebol ou andebol numa aula de educação física duma dessas escolas mais zelosas: cada jogador terá de lavar as mãos a correr depois de passar a bola?
Um absurdo é o que é. Perda de tempo e de dinheiro.
O respeito das regras básicas de higiene e alguns cuidados acrescidos são como os caldos de galinha: não fazem mal a ninguém.
Mas pensar em travar a propagação do vírus por usar e abusar de um gel desinfectante nas salas de aula é o mesmo que acreditar que o vírus também faz intervalo durante o recreio – ou os miúdos vão deixar de cumprimentar-se, beijar-se, empurrar-se, cuspir-se, embrulhar-se à bulha, de beber do mesmo copo ou da mesma garrafa por causa duma coisa chamada H1N1?
E bem podem dizer-lhes que as pessoas responsáveis guardam distância de pelo menos metro e meio em relação aos seus interlocutores – nas outras campanhas, não andam todos aos beijos e abraços nas feiras, nos mercados e nas ruas, indiferentes aos riscos pandémicos?

A prova de que tudo não passa de um excesso de zelo e descabido contra-senso é que, esgotado o milagroso gel e face à sua inexistência em algumas escolas que não deixaram de abrir, a própria ministra da Saúde veio descansar os professores, técnicos auxiliares, estudantes e pais com a garantia de que lavar as mãos com o tradicional sabão azul é, afinal, suficiente.
Tanta preocupação e tanto investimento com o raio do gel xpto e vai de lá bastavam umas barras de sabão macaco...

...E, já_agora, umas garrafinhas de lixívia. É que as nódoas na Educação e nas escolas vão muito para além dos excessos com a gripe A.
E devia fazer parte das mais elementares regras de higiene mental acabar com elas.
Cabe lá na cabeça de alguém, por exemplo, que um professor tenha um conjunto de turmas de diferentes anos com um total de mais de duzentos alunos e, destes, quase uma vintena em regimes especiais – que implicam apoio pedagógico individualizado, adaptações curriculares ou avaliações diferenciadas – e que ainda tenha de dar aulas de substituição, receber pais, fazer relatórios individuais sobre os discentes e o mais a que está obrigado? Por junto, não dá para se dedicar a cada aluno nem um dia por ano.
Já para não falar das aulas em escolas em plenas obras e em tantas outras que delas tanto precisam e nunca mais as têm ou daquela em que o amianto foi retirado das paredes e deixado esquecido no pátio.
Em final de legislatura, é natural que a ministra Maria de Lurdes Rodrigues já vá lavando daí as suas mãos.
Mas as nódoas que deixa na Educação não saem com gel, nem com sabão macaco ou pedra-pomes... só com lixívia, que é receita antiga mas eficaz."

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

pé ante pé por Pessoa

Põe a tua mão

Sobre o meu cabelo...

Tudo é ilusão.

Sonhar é sabê-lo.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Ladybug


Hoje lembrei-me de vocês ao longo de todo o dia. Não é que me esqueça, mas hoje a intensidade foi maior. Sentia-vos mais perto. O coração permite quebrar as distâncias e puxa para perto aqueles que trazemos dentro. Acho que é por causa da Joaninha que me deste...

E, foi assim, o dia quase todo: ouvia-vos as gargalhadas e quase consegui sentir-vos a pele. Na alma trazia a luminosidade do vosso sorriso.

Muitas ganas!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

'tá feito!


pediram-me para escrever qualquer coisinha...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

silêncio


o telefone toca. uma voz diz-me que partiste. sinto um soco no estômago. as palavras não saíram, porque o silêncio exerceu todo o seu peso. um vazio a instalar-se. a lágrima insiste num esforço inútil. o ritual a cumprir-se e a confirmar o que parecia impossível ser verdade.

nas horas que passam, parece que consigo ouvir a tua gargalhada. os cabelos atirados para trás e o som do teu riso. luminoso. como o sol, que a tua M. diz que gostas.

um beijo doce.
(imagem de www.olhares.com)

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

SUL


Em direcção ao Sul. A cabeça cheia, num permanente turbilhão de pensamentos, raciocínios e análises. A maquinaria neurológica a equacionar o que não pode ser equacionado, à medida que percorro os quilómetros que me levam ao sul. Vozes que se levantam e tentam, sem sucesso, calar o coração, naquele dia um bocadinho mais sensível do que é habitual. Dia mau para ir ou ficar. Dia que se queria verdadeiramente quente como a estação.


A noite cai. Entro na cidade. Permanece igual: as casas, os telhados de quatro águas, o jardim, as ruas preenchidas com os passos tranquilos de gente que brinda às noites quentes. O rio, no fiel compasso das marés, está agora cheio. Ao fundo, já na ria, as águas parecem misturar-se com o céu. As noites têm sido perfeitas.


Amanhece. O calor do sul estala nas paredes e o mar chama. Mergulhar é a palavra de ordem. Lentamente, a cabeça começa a serenar. Não se esvazia. (Seria preciso que o "meu" sul se fechasse no Verão só para mim). Toco na areia, enquanto o sal ainda me refresca a pele. Sobre mim, um céu. Enorme.


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Pausa


Foi um mimo que me entreguei. Uma necessidade premente. Absoluta. Inadiável. A evasão, debaixo de um céu a que nenhum outro se consegue igualar, seja noite ou dia. O Alentejo é assim. Terra quente, de amarelo a arder. Em cima, o azul riscado, aqui e ali, com linhas brancas. Um silêncio doce e o corpo entregue à agua, indiferente às vozes. Uma espécie de descanso do guerreiro. A cal, num sereno acolhimento. Mergulho.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

É oficial...


o Alentejo é mágico (e eu precisava mesmo de parar).



terça-feira, 28 de julho de 2009

a importância dos amigos

E é isto a amizade. À custa de algumas pessoas, eis que nasceu uma dúvida e o Sr. Dr. decidiu tirar a prova dos nove: "Vamos ver quem tem razão! Se há algum problema ou se é apenas distracção!" Oh, Doutor, não sabe de quem estamos a falar...
É para que saibam o impacto das vossas palavras! Por isso, podem começar, - sobretudo tu -, a assumir responsabilidades!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

pedaços de silêncio

Um dia em que tive um grande desgosto, deitei-me para dormir sem saber como seria a minha vida para diante. Quando acordei, olhei-me ao espelho e vi, espantado, que duas grandes rugas me tinham nascido nessa noite, junto aos olhos. Não estavam lá antes de eu me ter deitado na véspera, mas agora estavam, nítidas e verdadeiras, a menos que eu as injectasse de botox e alguém inventasse uma cirurgia contra os desgostos. E habituei-me às rugas, conformei-me com o tempo que passa. Às vezes, lá onde moro, fico à noite a olhar as estrelas como as do deserto e oiço o tempo a passar, mas não me angustia mais: eu sei que é justo e que tudo o resto é falso. E às vezes, nesse terraço onde vejo e oiço as estrelas, onde escuto e aceito a ampulheta da minha vida, acendo um lume à maneira do Ali, com os galhos e ramos secos que fui colhendo durante o dia, ao passear pela paisagem. E, às vezes também, quando então percebo que tudo está em paz e faz sentido, falo com a tua estrela, sei que tu me guardas e vigias, que perdoas todos estes anos de silêncio, tão cruéis e irreparáveis ausências, tanto medo de seguir a tua estrela [...], a tua luz, em vez de tantas ofuscantes ilusões.
(No teu deserto, MST)

domingo, 26 de julho de 2009

transparências VII


A pausa foi grande, mas foi só aqui. Pelo meio mantiveram-se as directas, o cansaço físico e emocional diante de pessoas que, pelas atitudes mesquinhas, nos atiraram para trás e nos remeteram para os dias em que o coração se sentiu pequeno demais, de tanta humilhação. O combóio segue a sua marcha. Sem tempo para digerir as emoções, tento acompanhar o ritmo. As circunstâncias impõem um remexer na história que ficou parada: reuniões, pareceres, papéis. Os dias a voltarem e o coração a encher-se de raiva novamente. O desânimo a subir. A eterna sensação de injustiça. A paciência a escassear. A intolerância a crescer. Salvam-se momentos de ternura. Vozes que me querem fazer crer que, apesar de extenuada, cumpri o meu papel e lhes imprimi na pele o que me compete. Rostos que, de tão jovens, me obrigam a questionar onde coloquei a minha esperança. De um lado, a raiva e o transtorno, acordados de um sono fingido, impelem-me para diante. Do outro, o cansaço a implorar um fim.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Fizemos as pazes!

Para comemorar o reatar da amizade entre o meu computador e o youtube...




(obrigada, Zé!)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Fix you

When you try your best, but you don't succeed,
When you get what you want, but not what you
need,
When you feel so tired, but you can't sleep
Stuck in reverse

And the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone, but it goes to waste
Could it be worse?

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try, to fix you

And high up above or down below
When you're too in love to let it go
But if you never try, you'll never know
Just what you're worth.

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try, to fix you.

Tears stream down your face,
When you lose something you cannot replace
Tears stream down your face
And I...

Tears stream down your face
I promise you I will learn from my mistakes
Tears stream down your face
And I...

Lights will guide to home
And ignite your bones
And I will try to fix you

Coldplay

quarta-feira, 8 de julho de 2009

banalidades ou não

deixa-te estar aí. não te mexas. vieste num fim de tarde quente. vinhas de calças de ganga e t-shirt de algodão. a brisa que escorria do rio desalinhava-te ligeiramente o cabelo. primeiro, não passavas de um vulto. esticaste o pescoço como quem quer ser visto. assim que percebeste que te avistava, largaste o primeiro sorriso. vinhas com o teu passo ligeiro. desviavas-te dos outros. atravessaste a rua e pisaste a calçada. o sorriso ocupava-te o rosto. observava-te. reconhecia-te o olhar e sabia exactamente qual a primeira palavra que me dirias, assim que me alcançasses. vá lá, não me distraias. Caminhavas sem grandes pressas, como quem perpetua o momento do encontro. Essa hora em que o coração dispara e um arrepio invade cada célula, soprando-nos um frio que faz estremecer o coração, o estômago, os pulmões... tudo. A distância encurtada a cada passo teu. Eu, estática, junto ao muro, como quem observa uma qualquer fita cinematográfica do mais banal que há, e da qual, a grande diferença é ser também personagem. Tenho tempo para observar-te. A câmera assim o permite. O contorno dos ombros, definido a contra luz. Os braços a acompanharem o ritmo do teu andar. Tu a aproximares-te. A distância cada vez mais curta.
"Corta! Take II!"

terça-feira, 7 de julho de 2009

um acordar maravilhoso é...

... despertar com o telefone e escutar, do outro lado, a tua voz doce.


(e tudo só por causa disto...)

do vento que não sopra


Há dias em que apetece e dias em que não apetece.
Há dias em que quero muito e dias em que não quero nada.
Há dias em que o coração explode e dias em que a voz se cala.
Há dias em que me apetece continuar e dias em que me apetece desistir.
Dias em que tenho vontade de andar e dias em que prefiro ficar.
Dias em que me apetece decidir e dias em que me apetece deixar-me levar.
Dias em que me encho de vida e dias em que me torno vácuo.
Dias em que escuto e dias em que apenas oiço.
Dias em que estou e dias em que apenas pairo.
Há dias em que sou chama e dias em que não passo de fumo.
Há dias em que sou eu, e dias em que eu sou apenas miragem.

Dias em que me apetece e dias em que não me apetece rigorosamente nada.
Como hoje.

domingo, 5 de julho de 2009

caracteres avulso

Percorro ruas pisadas em dias de paz e em dias de angústia. Esplanadas onde conversei trivialidades, ri com o humor inteligente de almas francas e onde me deixei levar por um oceano de pensamentos, raciocínios, questões nem sempre respondidas. Revejo os amigos e rever um Amigo é como regressar a casa. Abraços, risos. Tudo à volta da mesa. O menino do sorriso doce a fazer gracinhas. Os bracinhos no ar e o corpo a abanar ao som da música. Palavras atiradas a comporem conversas. Cervejas e grelhados. Enchidos. (e eu que não gosto nada disto...)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

zzzzzzzzzzzzzz


Alguém me ajuda a manter a pestana aberta?

quarta-feira, 1 de julho de 2009

mistérios doces

Tenho guardadas as cartas escritas na vossa letra miúda. Chegam os mails com fotografias animadas e longas mensagens de despedida. Questões que levantam como se eu soubesse tudo da Vida. Releio tudo religiosamente, palavra após palavra, e dou por mim a questionar em que momento começámos a construir o que temos entre as mãos. Recordo o horário obrigatório em que lá estávamos, muitas vezes, sem vontade. Revejo as vossas caras, o olhar ausente, a expressão de sono, as exigências absurdas, os deveres não cumpridos. Recordo-me também: mal dormida (que o ano foi lixado!), pouco tolerante ao ruído, desesperada por motivar e me fazer entender!!! Como é que no meio de tantos desencontros, conseguimos tempo para construir algo tão doce?